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O novo normal da construção: 5 pontos para ficar de olho

Construction Crane, Metropolis, Building

A construção continua sendo uma das indústrias que menos transforma documentos físicos em dados digitais organizados e simples para consulta. A digitalização limitada da construção contribui para más decisões e processos industriais ineficientes, aumentando os custos e os danos ambientais. De acordo com a McKinsey, grandes projetos normalmente demoram 20% mais para terminar do que o planejado e estão até 80% acima do orçamento.

A COVID-19 pode ter impulsionado o debate sobre a digitalização na construção, pois forçou muitos líderes da indústria a repensar e refletir as formas como construímos. Automatizar e digitalizar tantos processos quanto possível usando IA, drones, impressão 3D, pré-fabricação e muitas outras ferramentas pode inaugurar uma nova era de construção. Mas os impactos da pandemia na indústria e as inovações mais recentes combinados, traz a pergunta: Como será o “novo normal” da construção?

Da sustentabilidade à padronização, analisamos cinco aspectos para ficarmos de olho na construção.

Não há como negar: a pandemia afetou a indústria da construção, como fez com tantas outras. Mais de 70% das empresas de construção tiveram uma diminuição em seu faturamento. Da mesma forma, quase 70% tiveram que interromper algumas operações durante a pandemia. No entanto, muitos especialistas acreditam que há uma fresta de esperança. A pandemia ajudar na evolução tecnológica dos processos de construção, que foi notoriamente lento até os dias de hoje. Assim, todos devem se preparar para um “novo normal” e uma indústria fundamentalmente diferente, nascido de uma transformação acelerada, como informa um novo relatório da McKinsey.

Embora grande parte dessa transformação seja liderada pelo avanço tecnológico, haverá mais do que isso. O mesmo relatório da McKinsey destaca que todos os participantes, grandes ou pequenos, testemunharão uma reestruturação significativa em todo o setor. O aumento da atividade e novas startups caracterizarão o início deste “novo normal” na construção.

As empresas terão que refletir sobre seus modelos de negócios, produtos e serviços, se reinventar para se manterem competitivas e relevantes no “novo normal”.

2.Sustentabilidade

A digitalização limitada no setor de construção anda de mãos dadas com a má reputação referente a sustentabilidade. Processos ineficientes são a razão e a consequência do porque o setor da construção é um dos piores agressores ambientais. Embora as estimativas variem, algumas afirmam que a indústria contribui com 23% da poluição do ar, 50% das emissões de carbono, 40% da poluição da água e metade dos resíduos do aterro. Os líderes da indústria estão bem cientes de que isso deve mudar.

A construção está apenas no início de sua jornada de sustentabilidade e ainda tem um longo caminho a percorrer. No entanto, o aumento das considerações ecológicas, que pavimentam o caminho para inovações verdes, continuará perturbando a indústria por muitas décadas.

Todas as fases deste setor complexo e transacional continuarão mudando, desde o planejamento até o gerenciamento da cadeia de suprimentos – considerando o impacto ambiental dos edifícios ao longo de todo o seu ciclo de vida. Restrições e especificações governamentais e globais mais rígidas, digitalização contínua, materiais de construção mais eficientes e a demanda do consumidor por vidas mais verdes impulsionarão ainda mais essas mudanças.

3. Automação do fluxo de trabalho e serviços

A automação de produtos, processos e serviços será um dos aspectos afetados em razão da evolução da digitalização na construção. A pandemia apenas destacou as possibilidades: graças à crescente evolução tecnológica como BIM, impressão 3D, robôs, drones e IA é possível fazer cada vez mais do trabalho de construção de forma remota.

No setor da construção, que tem fluxos de trabalho complexos, a automação representará três oportunidades principais:

  1. Automação das tarefas físicas no local
  2. Automação de produção e manufatura (por exemplo, impressão 3D de peças de construção em fábricas)
  3. Automação de serviços e procedimentos de gestão, (por exemplo, design, planejamento ou gestão de instalações)

4. Especialização e o Cliente no centro

Com a crescente demanda por serviços direcionados e necessidades sofisticadas de nosso novo mundo, a construção não será exceção. A crescente especialização de produtos e serviços voltados para uma base de clientes que valorizam uma experiência de alto nível caracterizará o “novo normal” na construção.

A demanda por um foco preciso e especializado já está crescendo. As empresas que se especializam em produtos e segmentos específicos, como residências de luxo, hospitais e instalações médicas, aumentarão suas margens de lucro e vantagem competitiva. Da mesma forma, empresas que oferecem serviços e produtos especializados podem esperar uma base de clientes menor, mas mais regular e engajada. Conseqüentemente, um foco maior no cliente determinará as perspectivas das empresas que desejam permanecer desejáveis e lucrativas.

A boa notícia é que, graças às novas tecnologias e oportunidades de aprendizado, também será mais fácil para os recursos humanos treinar e se especializar em campos emergentes para atender à demanda do mercado.

5. Globalização e Padronização

A crescente especialização em produtos e serviços de forma alguma se traduz em operações localizadas e menores. Em contraste, com uma cadeia de valor consolidada, automação e códigos de conduta globalizados, o ecossistema da construção estará mais internacionalizado do que nunca no “novo normal”.

Em resposta aos desafios das mudanças climáticas, saúde pública e crises habitacionais, haverá códigos e regulamentações internacionais mais rígidos, bem como procedimentos de saúde e segurança. Particularmente nas economias avançadas, governos e sindicatos reconhecem a necessidade de padronizar códigos de construção e criar processos de certificação e aprovação de produtos.

Como a padronização se tornará um novo normal da construção, a barreira para realizar uma operação genuinamente global será menor. Além disso, com o aumento das oportunidades de colaboração e inovações na cadeia de suprimentos, a construção terá a chance de ser verdadeiramente internacional.

“Novo normal” para oportunidades de crescimento sustentável

Graças a todo esse avanço das tecnologias e pela mudança na dinâmica do mercado, não há dúvida de que o novo normal da construção será mais gentil com o planeta e, sem dúvida, mais eficiente.

Por meio de estratégias de negócios voltadas para o digital, sustentáveis e centradas no cliente, as empresas voltadas para o futuro estão prontas para aproveitar as vantagens deste vento de mudança.

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